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Biblioteca do futuro: qual será a nossa?

A biblioteca do futuro terá poucos funcionários, será altamente descentralizada e terá uma estrutura física consistindo basicamente de coleções especiais e áreas de estudo. Este é o futuro apontado por Daniel Greenstein, superintendente para planejamento acadêmico e programas da Universidade da Califórnia, num encontro com bibliotecários universitários em Nova Iorque, ocorrido nesta semana.

Para Greenstein, a transformação para um novo modelo de biblioteca já é perceptível nos dias de hoje, com iniciativas de oferecer uma quantidade maior de serviços virtualmente. Além disso, Greenstein aponta para a criação de coleções compartilhadas entre bibliotecas, tanto de material impresso quanto de repositórios digitais, onde livros podem ser depositados e administrados de forma coletiva, a fim de reduzir custos de armazenamento e manutenção. De fato, considerando eventuais dificuldades para captação de recursos e o constante problema de espaço físico para alocar uma quantidade crescente de livros, coleções compartilhadas e o armazenamento digital poderiam significar uma maneira mais eficaz de gerenciamento, além de reduzir custos com conservação e higienização.

Greenstein também destaca o fato de bibliotecas individuais utilizarem cada vez mais os serviços de catalogação compartilhada, adicionando a isso a hipótese de grandes corporações da Internet, tais como o Google, desenvolverem plataformas de código aberto em que bibliotecários poderiam dividir a tarefa de catalogar coleções. Na concepção dele, arquivos e serviços individuais em bibliotecas tenderiam a diminuir, ocasionando também a diminuição no quadro de funcionários e nos custos operacionais.

Para os usuários, portanto, haveria uma oferta cada vez maior de serviços online, inclusive para acesso a livros e outros textos, por meio de bibliotecas digitais (como por exemplo as que reúnem títulos em domínio público) e bases de dados adquiridas de forma compartilhada entre bibliotecas (que já existem para acesso a periódicos eletrônicos e e-books). Assim, haveria menos usuários físicos, mas uma quantidade maior de usuários virtuais, cada qual atuando do local onde achasse melhor. Porém, considerando as atuais restrições das bases pagas (nem sempre é permitido baixar o conteúdo integral de uma revista, ou ter um número muito alto de usuários conectados ao mesmo item, por exemplo), as atividades de empréstimo, reservas e devoluções talvez tenham de ser repensadas levando em conta não mais o material físico, mas documentos digitais e mesmo licenças de uso para acesso a algum item de pesquisa.

Estas são apenas algumas das considerações em relação ao futuro das bibliotecas, e o tema permanece em aberto. Mesmo Greenstein não é totalmente aceito quanto às suas previsões, já que há diferentes realidades para cada biblioteca, considerando as características da área à qual ela se destina, as características de seus usuários, e uma série de fatores locais. No entanto, a pergunta do título permanece válida: qual será a nossa biblioteca do futuro?

Baseado no artigo publicado na Inside Higher Ed: http://www.insidehighered.com/news/2009/09/24/libraries

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