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Censura em bibliotecas

Quem acompanha notícias relacionadas a educação deve se lembrar da polêmica ocorrida alguns meses atrás envolvendo o livro “Um contrato com Deus”, do autor estadunidense Will Eisner.Um contrato com Deus

O livro foi distribuído pelo Misnistério  da Educação (MEC) por meio do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), e foi encaminhado a milhares de colégios em vários estados brasileiros, gerando discussões acaloradas tanto contra quanto em defesa da distribuição do título.

Will Eisner, considerado um dos autores mais importantes dos quadrinhos e da cultura pop do século XX, possui uma linguagem peculiar, marcada por cenas intensas de sexo e violência ambientados no submundo da metrópole. O livro em questão segue essa mesma linha, o que provocou questionamentos quanto à sua validade para bibliotecas escolares, já que o título acabou ficando acessível tanto para adolescentes quanto para crianças da 5ª série. Em alguns estados, como no Paraná, chegou-se a cogitar a não inclusão do livro nas prateleiras, ou barrar o empréstimo conforme a idade do usuário, caracterizando um caso típico de censura. Em defesa da distribuição e livre empréstimo do livro, psicólogos, educadores e bibliotecários destacaram a possibilidade de uso desse tipo de material em sala de aula, como atividade de discussão e de questionamento crítico.

Casos como esse são mais comuns do que se imagina, e não acontecem somente no Brasil. Uma matéria recente apontou a existência de pelo menos 513 títulos censurados nos Estados Unidos entre 2007 e 2009, número que pode ser entre 70% e 80% maior, considerando que a maior parte dos casos não é relatada à American Library Association (ALA), responsável pelo estudo. O link abaixo ilustra o quão complicada é a questão da censura de livros em bibliotecas, indicando os livros e as razões pelas quais cada título foi censurado em diversas cidades americanas. Interessante notar o quão grande é a participação dos pais no caso de censura em bibliotecas escolares.

http://bannedbooksweek.org/Mapofbookcensorship.html

Esses fatores nos levam a questionar: até onde vai a fronteira entre a seleção de livros e a censura? Deve-se simplesmente barrar um livro pelo seu conteúdo ou estimular os jovens leitores a refletir sobre o que é lido?

Fontes:

http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u574600.shtml

http://gibitecacom.blogspot.com/2009/06/censura-nas-bibliotecas-escolares.html

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Um comentário em “Censura em bibliotecas

  1. Quadrinhos adultos devem ir para bibliotecas frequentadas por adultos, não para bibliotecas escolares. As escolares devem ter quadrinhos da Mônica, Luluzinha…

    Will Eisner não escreve para crianças…os brasileiros são muito desinformados…

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