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Mapas online e as cidades: perdendo pontos de referência?

Nos últimos anos, cresceu consideravelmente o número de cidades cujas ruas são mapeadas por serviços como o Google Maps. No entanto, será que podemos confiar plenamente nos mapas gerados por essas tecnologias? Mary Spence, presidente da Sociedade Cartográfica Britânica, afirma que não, pelo menos no que diz respeito à reprodução de pontos importantes para o entendimento da paisagem reproduzida pelo mapa.

De acordo com Spence, igrejas, bosques antigos e casas grandiosas de importância histórica na Inglaterra não constumam fazer parte da maioria dos mapas online. Assim, estaríamos correndo o risco de perder características que fazem dos mapas elementos únicos para a descrição da paisagem, justamente aqueles que poderiam nos dar uma imagem real do lugar, caso não o conhecêssemos pessoalmente. Assim, os mapas online de grandes empresas como o Google, Nokia e Microsoft podem ser bastante úteis para planejar rotas de trânsito, mas não para atividades como o turismo, por exemplo.

A própria Mary Spence aponta alguns caminhos para lidar com esse problema. Um deles são projetos como o OpenStreetMap, que consiste num mapa livre editável por usuários comuns. O projeto permite que pessoas de qualquer lugar visualizem, editem e usem dados geográficos de forma colaborativa. Dessa forma, os próprios habitantes de um determinado bairro poderiam postar informações úteis sobre ruas e pontos de referência.

Esses elementos de colaboração e personalização de mapas começa a ser incorporado também aos serviços de grandes empresas da Internet, talvez como uma forma de responder às críticas de pessoas como Spencer. De acordo com Ed Parsons, geotecnologista espacial do Google, o que acontece é que determinados pontos não são visualizados à primeira vista, mas ainda assim podem ser pesquisados pelos usuários.

De qualquer forma, o que esses questionamentos deixam claro é que nem sempre é possível confiar nos mapas online em todas as situações: muitas vezes ainda será necessário recorrer ao bom e velho método de parar algum habitante local e pergurtar…

Afinal, quem tem boca ainda vai a Roma.

Texto baseado em matéria publicada pela BBC News: http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/7586789.stm

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