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Máquinas para empréstimo automático de livros: será que a ideia pega?

O que existe de comum entre um caixa eletrônico de banco e o empréstimo de livros de uma biblioteca qualquer? Agora já podemos dizer: muita coisa!

Pouco utilizadas no Brasil, as máquinas para empréstimo automático de livros já estão incorporadas ao cotidiano de vários usuários em outros países. A ideia é simples, e lembra muito o funcionamento de um caixa eletrônico ou de postos para empréstimo automático de DVDs:  você vai até uma máquina, escolhe a opção para emprestar livros, seleciona um título de seu interesse, passa o código de barras impresso no seu cartão de biblioteca, e pronto: o livro que você escolheu é automaticamente colocado numa bandeja e está pronto para ser retirado. Junto com ele, vem um comprovante de empréstimo indicando em que data o item deve ser devolvido. Para a devolução, basta passar novamente o seu cartão de biblioteca, selecionar a opção para devolver e inserir o livro no local apropriado na máquina. Simples assim.

No entanto, a semelhança com um caixa eletrônico não se refere somente à ideia de automação de serviços e autonomia do usuário/cliente: refere-se também a uma questão de facilidade de acesso. Um exemplo é o serviço desenvolvido pela Contra Costa County Library, biblioteca pública de um condado do estado da Califórnia, Estados Unidos: a biblioteca oferece a seus usuários um serviço denominado Library-a-Go-Go, que se utiliza de máquinas para empréstimo automático 24 horas por dia. É como se você tivesse uma pequena biblioteca (cada máquina cobre aproximadamente 400 títulos) disponível a qualquer hora que quisesse.

A ideia parace ser muito boa, mas há vários pontos que nos levam a questionar se esse tipo de serviço teria o mesmo sucesso no Brasil. Uma vez que essas máquinas ficam do lado de fora da biblioteca e não contam com vigilância o tempo todo, é de se imaginar atos de vandalismo, tentativas de roubo de obras (infelizmente, uma realidade em nossas bibliotecas) e mesmo tentativas para burlar o sistema (o empréstimo automatizado segue o mesmo regulamento da biblioteca; há suspensões por atraso na entrega de livros e a quantidade de itens que pode ser emprestado por vez é limitada; no entanto, isso é controlado via computador, e não se sabe se há brechas em seu funcionamento).

Em suma, o grande problema estaria relacionado a questões de segurança e mesmo de cultura: o famigerado “jeitinho” brasileiro é bom em determinadas situações de improviso, mas tende a minar o funcionamento de serviços coletivos. No entanto, fica aí a ideia. Explorando seus recursos e fazendo as devidas adaptações ao contexto nacional, é possível que ela “pegue” num futuro próximo.

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