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Acessibilidade e telas sensíveis ao toque: uma boa combinação

Se fizermos uma lista das tendências tecnológicas mais marcantes no primeiro decênio dos anos 2000, as telas sensíveis ao toque certamente estarão entre elas: das telas dos caixas eletrônicos de banco, passando pelos celulares, televisões, computadores e até mesmo os leitores de livros eletrônicos, muitos mecanismos utilizam esse recurso como seu principal atrativo. Porém, costumamos esquecer que existem pessoas que não são capazes de enxergar o que está na tela, e, portanto, terão dificuldades em operar adequadamente todos esses aparelhos. Só no Brasil, existem cerca de 16 milhões de pessoas com dificuldades para enxergar, de acordo com o censo do IBGE realizado em 2000. No plano atual, este número pode ser ainda maior. Fica a pergunta:  o que é possível fazer para adequar uma tecnologia de grande valorização da imagem, tal como a tela sensível ao toque,  mais acessível a quem não consegue enxergar?

Respostas definitivas ainda não há, mas há várias pesquisas em andamento, e as universidades possuem um papel muito importante nessa adaptação. Um exemplo é o grupo da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, em sua audaciosa empreitada para criar uma superfície que fique entre a rigidez  dos botões físicos e a flexibilidade das telas. A tecnologia, ainda em fase de testes, pode ser vista neste link.

A Universidade de Glasgow, por sua vez, desenvolveu um mecanismo que permite ao usuário do iPhone sentir uma resposta vibratória. Os princípios dessa tecnologia estão descritos aqui. O próprio iPhone já possui em suas versões mais recentes um adaptador de voz (VoiceOver). Nesta mesma linha,  existe também o programa Talks, que funciona em alguns aparelhos Nokia e possui versões em vários idiomas.

O que podemos concluir disso? Que, com as devidas adaptações, telas sensíveis ao toque e acessibilidade podem constituir uma boa combinação. Mais do que isso, podem significar um passo a mais na interação entre o usuário e a máquina, já que, além da imagem, essa tecnologia também valoriza bastante o tato, possivelmente o sentido mais importante para quem possui cegueira completa, por exemplo. No plano das bibliotecas, isso pode significar um passo importante em projetos de acessibilidade: a aquisição de aparelhos para livros eletrônicos que possuam também bons programas leitores de tela integrados à sua tecnologia de toque constituirão um diferencial e tanto ao serviço tradicional.

Em suma, vale sempre a regra básica: pensar em acessibilidade é o caminho mais curto para que todos tenham acesso à informação.

Adaptado de matéria da Folha: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u686827.shtml

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Um comentário em “Acessibilidade e telas sensíveis ao toque: uma boa combinação

  1. Muito bom artigo. Uma dica para assunto relacionado a acessibilidade web:

    http://www.acessibilidadelegal.com/index.php

    Abraço.

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